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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Carta de representantes da sociedade civil à Presidente Dilma Roussef e à Ministra da Cultura Ana Buarque de Hollanda





Nós, pessoas e organizações da sociedade civil abaixo-assinadas, explicitamos nesta carta expectativas e pautas relativas à formulação de politicas públicas para a cultura, dando as boas-vindas à Ministra Ana de Hollanda, primeira mulher a ocupar o cargo.

Escrevemos no intuito de cooperar com sua gestão que se inicia, como vimos fazendo nos últimos oito anos de Ministério da Cultura, certos de que a presidente Dilma deseja que as políticas e diretrizes que fizeram o MinC ganhar relevância, projeção e amplo apoio da sociedade civil sejam continuadas e expandidas.

A esse respeito, a presidenta Dilma, bem como o ex-presidente Lula, participaram ativamente nos últimos anos do Fórum Internacional Software Livre em Porto Alegre, onde deixaram claro sua política a respeito da internet, da cultura digital e dos direitos autorais. [1]

Nesse contexto, nos últimos anos, a sociedade civil teve a oportunidade de construir um importante trabalho junto ao governo, que parte de uma visão contemporânea para a formulação de políticas públicas para a cultura. Essa visão considera que nos últimos anos, por causa do avanço das tecnologias da informação e dos programa de inclusão digital, um contingente de milhões de novos criadores passou a fazer parte do tecido cultural brasileiro. São criadores que acessam a rede através das mais de 100 mil lan-houses de todo o país, através dos Pontos de Cultura ou outros programas de inclusão digital, cada um deles exercendo um papel determinante para a formação da cultura do país.

Os Pontos de Cultura, o Fórum da Cultura Digital, o Fórum de Mídia Livre, o desenvolvimento de softwares livres, a iniciativa de revisão da lei de direitos autorais, a recusa a propostas irracionais de criminalização da rede, a construção do Marco Civil da Internet e a rejeição ao ACTA [2], são exemplos reconhecidos dessa política inclusiva e voltada para o presente, fundamentada na garantia do direito de acesso à Rede e ao conhecimento, viabilizando um ambiente de produção cultural fértil e inovador.

Os pontos positivos dessa política têm sido percebidos tanto no Brasil quanto no exterior, onde o país tem exercido liderança na tentativa de alinhar países em torno da implementação dos pontos da Agenda do Desenvolvimento, visando balancear o sistema internacional de propriedade intelectual de acordo com os diferentes estágios de desenvolvimento dos países e com as novas formas de produção cultural que as tecnologias possibilitam. O país também tem sido frequentemente citado no cenário internacional [3] como referência positiva sobre o uso das tecnologias para a formulação colaborativa e democrática de políticas públicas nessas áreas.

Com sucesso, o país tem dado passos substanciais ao considerar que as tecnologias da informaçao e comunicação desenvolvidas nos últimos anos trazem novos paradigmas para a produção e difusão do conhecimento, com os quais as políticas públicas no âmbito da cultura devem necessariamente dialogar.

Vivemos um momento em que são muitas as tentativas de cerceamento à criatividade, à abertura e à neutralidade da internet. No Brasil, isso se manifesta na chamada “Lei Azeredo” (PL 84/99), assim conhecida por conta de seu principal apoiador, o ex-Senador Eduardo Azeredo. Tal proposta encontrou relevante resistência por parte da sociedade civil. Apenas uma petição alcançou mais de 160 mil assinaturas contrárias, o que fez com que sua aprovação fosse devidamente suspensa e um debate maior iniciado. [4]

Entendemos que a legislação de direitos autorais atualmente em vigor no Brasil é inadequada para representar a pluralidade de interesses e práticas que giram em torno das economias intelectuais. [5] A esse respeito, a lei brasileira adota padrões exacerbados de proteção, sendo significativamente mais restritiva do que o exigido pelos tratados internacionais ou mesmo que a legislação da maior parte dos países desenvolvidos (como EUA e Europa). Com isso, ela representa hoje significativos entraves para a educação, inovação, desenvolvimento e o acesso, justo ou remunerado, às obras intelectuais.

Há também a necessidade de regulação do ECAD – entidade que arrecada mais de R$400 milhões por ano, em nome de todos os músicos do país e cujas atividades não estão sujeitas a nenhum escrutínio público. [6] Vale lembrar que o ECAD foi alvo de CPIs, bem como encontra-se sob investigação da Secretaria de Direito Econômico, por suspeita de conduta lesiva à concorrência. Acreditamos que garantir maior transparência e escrutínio ao seu funcionamento só trará benefícios para toda a cadeia da música no país, fortalecendo o ECAD enquanto instituição e dificultando sua captura por grupos particulares.

A esse respeito, o MinC realizou extensivo processo de consulta pública para a reforma da Lei de Direitos Autorais, que teve curso ao longo dos últimos anos, contando com seminários e debates realizados em todo o país. Esse processo, concluído ainda em 2010, culminou com a consulta pública para a reforma da Lei de Direitos Autorais, realizada oficialmente pela Casa Civil através da internet.

Os resultados, tanto dos debates como da consulta pública, são riquíssimos. [7] A sociedade brasileira teve a inédita oportunidade de participar e opinar sobre esse tema, e foram muitas as contribuições fundamentadas, de grande peso. Tememos agora que todo esse processo seja ignorado. Ou ainda, que a participação ampla e aberta da sociedade seja substituída por “comissões de notáveis” ou “juristas” responsáveis por dar sua visão parcial sobre o tema. A sociedade brasileira e todos os que tiveram a oportunidade de se manifestar ao longo dos últimos anos não podem e nem devem ser substituídos, menosprezados ou ignorados. O processo de reforma da lei de direitos autorais deve seguir adiante com base nas opiniões amplamente recebidas. Esse é o dever republicano do Ministério da Cultura, independentemente da opinião pessoal daqueles que o dirigem.

Os últimos anos viram um avanço significativo na assimilação por parte do Ministério da Cultura da importância da cultura digital. Esse é um caminho sem volta. Cada vez mais o ambiente digital será determinante e influente, tanto do ponto de vista criativo quanto econômico, na formação da cultura. Dessa forma, é fundamental que o Ministério da Cultura esteja capacitado e atuante para lidar com questões como o software livre, os modelos de licenciamento abertos, a produção colaborativa do conhecimento, as novas economias derivadas da digitalização da música, dos livros e do audiovisual e assim por diante. Muito avanço foi feito nos últimos anos. E ainda há muito a ser feito. Uma mudança de direção por parte do MinC implica perder todo o trabalho realizado, bem como perder uma oportunidade histórica do Brasil liderar, como vem liderando, essa discussão no plano global. Mostrando caminhos e alternativas racionais e inovadores, sem medo de inovar e sem se ater à influência dos modelos pregados pela indústria cultural dos Estados Unidos ou Europa.

Por tudo isso, confiamos que a Ministra da Cultura terá a sensibilidade de entender as transformações que a cultura sofreu nos últimos anos. E que velhas fórmulas não resolverão novos problemas.

Permanecemos à disposição para dar continuidade à nossa cooperação com o Ministério da Cultura, na certeza de que podemos compartilhar nossa visão e objetivos.

Assine você também: http://culturadigital.br/cartaaberta/

Está aberto o concurso de bolsas para artistas da UNESCO-Aschberg 2011.



As bolsas UNESCO-Aschberg para Artistas promover a mobilidade dos jovens artistas, a fim de enriquecer as suas perspectivas pessoais, que lhes permita iniciar um diálogo intercultural e expô-los à diversidade cultural.

O programa oferece residências para jovens artistas (entre 25 e 35 anos) no mundo inteiro. Ele compartilha muitos objetivos da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (2005), que preconiza o intercâmbio cultural e destaca a criatividade e a necessidade de artistas para enriquecer a sua experiência através do contacto com outras culturas.

Estas residências são catalisadores para o desenvolvimento da expressão artística em todas as culturas do mundo.

As bolsas são limitadas e são atribuídos de uma forma selectiva. A pré-selecção dos candidatos é feita pelas instituições. Artistas deve aplicar-se diretamente para a instituição de seu interesse, dependendo da disciplina e / ou país requerido.
O dossier de candidatura deve ser apresentado diretamente à instituição de interesse.

Observações gerais

Os candidatos podem apresentar um único pedido por ano e podem participar do programa apenas uma vez em suas carreiras.

Os candidatos que possuam a nacionalidade do país onde a instituição escolhida está localizada não são tidos em consideração.

Em alguns casos, um documento de proficiência na língua provando é exigido pela instituição de acolhimento.

As instituições pré-selecionar três candidatos a apresentar à UNESCO. A Organização, em seguida, faz a decisão final com base nos critérios de distribuição geográfica e equilíbrio de gênero.
Os laureados são então informados de sua seleção por parte das instituições onde foi autorização de residência. A instituição em causa e laureado com êxito, em seguida, assinar um acordo mutuamente vinculativo.

Os laureados

O visto de taxas estão a cargo do laureado.

A fim de experimentar os vários aspectos do diálogo intercultural, durante a sua estada, os laureados são obrigados a participar na vida social ou cultural, atividades para além de seus próprios projetos, como solicitado pela instituição de acolhimento.

Ao final da residência, os laureados são convidados a enviar um breve relatório descrevendo a sua experiência, sua interação com a comunidade local e os benefícios que resultem de sua estadia. Esse depoimento também deve incluir amostras de seu trabalho durante a residência, que será colocada online no Programa virtual online a galeria. A galeria irá permitir o trabalho desses artistas a serem exibidos e as horas extras disponíveis.

A UNESCO-Aschberg oferece bolsas de Bolsas do Programa nas áreas de Artes Visuais, Escrita Criativa e Música.

Escrita Criativa

Camac (França)
Sanskriti Pratishthan (Índia)

Música

Sacatar Foundation (Brasil)
Palavras-Multi-Montréal e CALQ (Canadá)
L'Espace Sobo Bade (Senegal)
Virginia Center for the Creative Arts (EUA)

Artes Visuais

Bundanon (Austrália)
Sacatar Foundation (Brasil)
Centro Colombo Americano (Colômbia)
Camac (França)
Sanskriti Pratishthan (Índia)
Changdong Studio Nacional de Arte (República da Coréia)
Civitella Ranieri Center (Itália)
UNIDEE (Itália)
Art Center Rua 18 (EUA)
Djerassi Resident Artists Program (EUA)

(Para mais informações: consultar o site da UNESCO - www.unesco.org)

Mais investimento para a cultura brasileira



Orçamento do Ministério da Cultura em 2011 será 20% maior do que em 2010

Mais de R$ 1,6 bi. Esse é o orçamento do Ministério da Cultura para o ano de 2011, que foi enviado ao Congresso Nacional. Esse valor representa um aumento de 20% em relação ao orçamento de 2010, orçado inicialmente em pouco mais de R$ 1,3 bi. Mas o valor investido na área ultrapassou os R$ 2,2 bilhões, pois emendas parlamentares garantiram um aumento de R$ 855,6 milhões.

Do total de R$ 2,2 bi, cerca de 80%, ou seja, R$ 1,8 bi fazem parte do chamado orçamento discricionário, que exclui os gastos obrigatórios (pessoal, dívida, precatório). Os valores disponibilizados para cobrir esses custeios não ultrapassaram os R$ 500 milhões.

Do orçamento inicial, de R$ 1,8 bi, R$ 942 milhões foram autorizados e R$ 827 milhões estavam empenhados em 24 de novembro. Ou seja, não haviam sido pagos, mas estavam reservados para provimento de ações, programas e políticas do Ministério.
Fundo Nacional de Cultura

Já o orçamento do Fundo Nacional de Cultura em 2011 será de mais R$ 326 milhões. Desde agosto, lei sancionada pelo então presidente da República Luiz Ignácio Lula da Silva, protege os recursos do FNC. O Ministério da Cultura conseguiu, em negociação com o Congresso Nacional, criar uma emenda protegendo o FNC de qualquer forma de contingenciamento.

Em 2007, foram disponibilizados R$ 472,8 milhões do FNC para serem investidos em programas e projetos culturais no ano de 2008. O valor investido em 2009 – aprovado em 2008 – subiu para R$ 523,3 milhões. No ano de 2010 – aprovado na LDO de 2009 – o Ministério da Cultura conseguiu R$ 898,1 milhões para o FNC.

(Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC )

Retirado do site do MINC

Artistas lamentam saída de Luciana Azevado da FUNDARPE



Da Redação do Caderno C 04/01/2011

A presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo, roubou a cena na cerimônia de transmissão do cargo de secretário de Cultura de Ariano Suassuna para Fernando Duarte.

Durante a solenidade, ela ficou comovida ao ouvir uma declaração de amor de Ariano, que deixa a pasta para assumir a Secretaria Especial da Assessoria do Governador. Emocionada, Luciana ganhou elogios acerca da política cultural que desenvolveu em sua gestão. Para ela, a sensação que fica é de dever cumprido. “Todo esse reconhecimento revela que fiz um bom trabalho”, afirmou.

Segundo Ariano, o trabalho da presidente da Fundarpe não só foi bom, como fundamental. “Sem a organização de Luciana, sem sua habilidade visionária, que se verifica, por exemplo, nos 12 pontos que implantou para interiorização da cultura no Estado, minha gestão como secretário de Cultura não teria sido possível”, falou. Em que foi reiterado por Fernando Duarte, que se mostrou impressionado com a política pública que encontrou e com o planejamento da gestora. “Está tudo muito bem sistematizado. Luciana, como arquiteta, deixou uma planta pronta para mim. O que eu preciso e vou fazer é continuar essa construção”, disse.

Para os representantes da classe artística, ela foi uma das melhores gestoras da instituição, pela capacidade de articulação política, pela grande ampliação do orçamento do Funcultura, pela determinação em promover ações em todo o território pernambucano e pela democratização da gestão. Entre os artistas que consideram a saída de Luciana Azevedo uma perda para a política cultural está à atriz e produtora Paula de Renor. “Ela não é uma pessoa de cultura, mas é uma arquiteta da política cultural, o que fez com que assimilasse as necessidades do Estado. Tem grande poder de articulação e inteligência, conseguindo ajudar vários setores da cultura. Além disso, teve importante papel na democratização da distribuição das verbas públicas, associando os recursos a editais e ao Funcultura, ampliando o acesso para os artista e fomentando a produção”, ressalta. Paula conclui seu pensamento desejando que o próximo presidente dê continuidade ao trabalho da antecessora. “Vai demorar muito tempo para que uma pessoa faça o que ela conseguiu”.

Às opiniões de Paula, soma-se o pensamento da produtora cultural Andrea Mota, para quem a passagem de Luciana pela Fundarpe foi um marco para o Estado de Pernambuco. “Lamento a saída dela, que é uma grande articulista. Em outras gestões, nunca vi acontecer uma consulta tão intensa às várias vertentes artísticas que compõem a cultura pernambucana. Seu trabalho foi uma construção coletiva com a sociedade civil”, pontua Andrea.

Pedro Salustiano, filho do mestre Salustiano, bailarino da equipe do secretário Ariano Suassuna e proprietário da Casa da Rabeca, ainda acrescenta mais um ponto positivo ao trabalho da presidente da Fundarpe: a ênfase na cultura popular. “É uma perda muito grande, porque ela deu grande destaque aos artistas populares. Queria que ela permanecesse mais uns 20 anos no cargo. Não estou falando como produtor ou funcionário do Estado, mas como artista. Luciana valorizou todos os grupos populares com cachês dignos, isso eu digo com toda a convicção. Também com o intercâmbio de grupos entre cidades, de Petrolina para o Recife, de Salgueiro para Olinda, coisas que nunca existiram”, considera Pedro.

O músico Rogerman também considera uma pena a saída de Luciana da Fundarpe. “Particularmente, não tenho condições de avaliar toda a gestão, porque passei dois anos em São Paulo, período em que também ouvi algumas críticas ao trabalho da Fundarpe, músicos e produtores reclamavam da falta de pagamento. De minha parte, entretanto, não tenho do que reclamar. Ela sempre foi muito solícita e, das vezes em que fui lá, ela chegou a me pedir opinião sobre alguns temas”. Apesar de saber que problemas aconteceram, Rogerman considera que, às vezes, um setor compromete a administração como um todo. “Um degrau da burocracia falha e compromete o resto. O que sei é que ela era sempre muito entusiasmada e eu sempre saí de lá com uma boa impressão”, enfatiza.

O escritor Wellington de Melo, do grupo Urros Masculinos, também acredita que houve muitos avanços na gestão de Luciana. “Agora, eu espero que eles continuem. Mas o caminho que deve ser seguido é sempre o da transparência. Não vejo os problemas como uma responsabilidade dela isoladamente. Existem coisas que precisam ser repensadas no campo administrativo. O desafio do gestor novo é desarticular algumas práticas dos burocratas”, afirma. Apesar de considerar os avanços, Wellington observa que a área de literatura não foi prestigiada no governo. “Como escritor, sinto falta de uma política séria mais voltada para a literatura. A coordenadoria de literatura no Estado inexiste”.

Outros escritor, o jornalista Homero Fonseca, defende a gestão de Luciana Azevedo na Fundarpe. “Ela é uma pessoa correta. Se houve algum problema administrativo, isso será esclarecido. Assinalo que ela desenvolveu um trabalho importante de política cultural para o Estado, inclusive estendendo-a para o interior”, comenta.

O ator e produtor cultural José Pimentel também destaca o trabalho da presidente. “Quanto às denúncias, acho que não se deve julgar agora, pois se trata de um processo ainda em curso. Ela sempre nos ajudou na Paixão de Cristo. Fez um bom trabalho na Fundarpe e não sou eu apenas quem diz, mas qualquer produtor de música, teatro ou cinema, terá a mesma opinião, pode haver uma ou outra opinião discordante”, afirma Pimentel.

O produtor cultural Anselmo Alves, que se queixa do não pagamento de alguns trabalhos realizados para a Fundarpe, também elogia a política cultural da instituição. “Talvez tenha sido a melhor dos últimos tempos. O atraso enorme dos pagamentos para artistas e produtores culturais foi o que enfraqueceu a gestão. Luciana foi bem intencionada, mas faltou ao Governo de Estado liberar dinheiro para pagar aos artistas. É muito fácil desqualificar Luciana Azevedo, mas cadê o dinheiro para ela pagar as pessoas?”, criticou.

O diretor teatral Antonio Cadengue, que acompanhou a confusão pela imprensa, diz que não tem juízo de valor sobre o que conhece do caso. “Espero que a Fundarpe seja cada vez mais transparente. E que seja capaz de efetivar uma política cultural estruturadora”, ressalta.

PS,Renato Magalhães: Pois é gente, depois de ler esta reportagem a gente fica convencido da injustiça contra Luciana Azevedo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

FIT 2011, Festival Internacional de Teatro em São José do Rio Preto - SP




Estão abertas as inscrições para o FIT – Festival Internacional de São José do Rio Preto. Os grupos teatrais interessados têm até o dia 31 de janeiro de 2011 para efetuar a inscrição

Estão abertas as inscrições para o FIT – Festival Internacional de São José do Rio Preto, edição 2011. O regulamento e a ficha de inscrição estarão disponíveis no Portal Rio Preto, site oficial da Prefeitura, www.riopreto.sp.gov.br, e no site do FIT, www.festivalriopreto.com.br. Os grupos teatrais interessados têm até o dia 31 de janeiro de 2011 para efetuar a inscrição.

Para se inscrever, os grupos devem encaminhar uma cópia do texto impresso ou digitalizado; autorização original do SBAT ou ECAD; release e sinopse do espetáculo; currículo do grupo, espetáculo e diretor; ficha técnica do espetáculo; notícias e críticas sobre o grupo e suas montagens; um DVD com o espetáculo na íntegra; fotos do espetáculo; relação nominal dos participantes com DRT; autorização do uso de imagem; mapa de luz, som e palco; e ficha de inscrição corretamente preenchida.

Cada grupo pode inscrever mais de um espetáculo, sendo que cada inscrição deve ser feita separadamente. Integram a grade do FIT espetáculos internacionais, nacionais e locais. Dos rio-pretenses, dez espetáculos serão selecionados para participarem do Festival.

A seleção dos espetáculos será realizada por uma curadoria, formada por quatro profissionais da área teatral. A divulgação dos espetáculos que integrarão a grade de programação será feita até o dia 14 de março de 2011.

O FIT é realizado pela Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria de Cultura, e SESC-SP. O evento será realizado de 6 a 16 de julho de 2011

2º Festival de Humor Risadaria




Em sua segunda edição, o festival de humor Risadaria -- que ocorre em março de 2011 em São Paulo -- tem como principal novidade a realização do 1º Campeonato Brasileiro de Stand-Up Comedy. Até o próximo dia 4 de fevereiro é possível se inscrever, concorrendo a até R$ 3 mil e garantindo presença no próximo Risadaria.

Para participar, o primeiro passo é publicar via UOL Mais até três vídeos, com duração máxima de cinco minutos cada e tamanho limite de 100MB, mostrando uma apresentação de humor no formato stand-up. Depois disso é necessário fazer a inscrição no site do evento.

Escolhidos por um júri técnico, os seis melhores comediantes de cada região do país se apresentam em classificatórias, disputando uma vaga na decisão, durante o Risadaria.

Há também um finalista eleito por votação popular via internet, com início dia 7 de fevereiro, que vai direto para a decisão. Já é possível assistir a vídeos de alguns concorrentes no site do festival.

Os finalistas ficam confinados, durante o Risadaria, em uma redoma de vidro instalada no Pavilhão da Bienal, onde ocorre o festival. Ali, os humoristas são filmados o tempo todo em uma espécie de reality show e quem escolhe os vencedores é o público -- um aparelho medirá o volume do som emitido pela plateia.


Regulamento

Etapas do Campeonato:

1. As inscrições são feitas gratuitamente pelo site e vão de 15 de Dezembro de 2010 a 04 de Fevereiro de 2011.

2. Depois de preenchida a inscrição, o candidato deve encaminhar de 1 a 3 vídeos no estilo cômico "Stand-Up Comedy". Cada vídeo deve possuir a duração máxima de 5 minutos, com tamanho máximo de 100MB de capacidade, e deverá ser enviado através do serviço UOL MAIS.

3. Ao serem validados, em até 48h úteis depois de enviados, todos os vídeos ficarão disponíveis para serem assistidos no site do "1º Campeonato Brasileiro de Stand-Up Comedy". A partir do dia 07 de fevereiro de 2011, terá início a votação on-line do público, compondo o Júri Popular. Este é o momento de você divulgar o seu talento, já que a escolha da audiência garantirá uma vaga na grande final. E todos os vídeos podem ser votados!

4. Também serão escolhidos, pelo Júri Técnico, os 6 melhores candidatos divididos por regiões: Região Sul; Regiões Centro Oeste+Norte; Região Nordeste; Região Sudeste 1 (RJ, MG, ES) e Região Sudeste 2 (SP).

5. Cada um desses candidatos terá o direito de se apresentar nas eliminatórias regionais, a fim de buscar sua vaga para a grande final que acontecerá durante o Festival RISADARIA, entre os dias 23 e 27 de março de 2011.

6. O candidato mais votado através da votação popular, automaticamente se classifica para a final onde se apresentará com os demais finalistas de cada região.

7. Durante o festival, os candidatados classificados disputarão entre si. Serão escolhidos 03 primeiros colocados através da manifestação da plateia presente, através da medição do volume de risadas e aplausos por um decibelímetro e da votação por placas.
Cada um receberá um prêmio em dinheiro de acordo com sua classificação, sendo:

• 1° Lugar: R$ 3.000,00
• 2° Lugar: R$ 2.000,00
• 3° Lugar: R$ 1.000,00

8. O humorista que for escolhido em 1º lugar, além de receber a quantia em dinheiro, terá o direito de se apresentar com os demais artistas no RISADARIA 2012!
Esta é a grande chance de mostrar o seu talento!

Inscreva-se no link http://risadaria.uol.com.br/campeonato/signup.php

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